[Olhar de Cinema] Masterclass: Anocha Suwichakornpong

Segunda-feira, 12 de junho, dia dos namorados, e o 6º Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba trouxe de presente para o coração dos cinéfilos uma masterclass com a diretora tailandesa Anocha Suwichakornpong, homenageada com a mais completa retrospectiva de suas obras na Mostra Foco. Apresentada pelo curador Aaron Cutler, que fez as honras de mediador da masterclass, a própria Anocha brincou com o significado do dia dos namorados e agradeceu, dizendo que era uma honra ter um “encontro” com todos ali presentes. Avisou que exibiria na telona alguns trechos de seus filmes para fomentar o debate, incluindo cenas inéditas ou excluídas, mas que antes começaria com uma pequena introdução de sua carreira:

Para começar, Anocha explica que a palavra masterclass é estranha para ela. A cineasta disse que todos ali (os espectadores, inclusive) são seus mestres: “Cinema é o nosso mestre”, ela complementou. Então, desejava prosseguir com esta ideia. Se alguém quisesse comentar ou perguntar, bastaria levantar a mão. Abriu a marterclass falando primeiro dela antes de adentrar em sua obra. Contou como iniciou uma segunda formação, já com vinte e poucos anos de idade quando foi pra os Estados Unidos estudar cinema. A verdade é que, segundo a diretora, a maioria dos países é influenciada pelos EUA, e Anocha passou sua infância assistindo à cerimônia do Oscar na TV.

Anteriormente, quando esteve na Inglaterra para concluir sua primeira formação acadêmica, Anocha teve acesso a muito mais filmes estrangeiros, a matérias em revistas especializadas em cinema e etc. Aprofundou-se primeiro no cinema francês, posteriormente no italiano, e só depois nos cinemas árabe e africano. Apenas em meio aos seus vinte e poucos anos decidiu que queria fazer cinema, pois já havia começado a assistir muitos filmes como estudante de arte que amava cinema. Tudo isso se sucedeu antes do boom da internet, quando havia ainda pouco acesso à informação. E Anocha sabia que seria impossível fazer filmes com uma ou duas pessoas, uma vez que voltou pra Tailândia e lá ninguém que ela conhecia sabia nada de cinema. Foi por isso que sentiu a necessidade de algo mais coletivo voltado para o cinema e com isso viajou para Nova York nos Estados Unidos, tendo em vista que não havia estudos de cinema na Tailândia. E ela até chegou a pesquisar outras opções (que não fossem os EUA), como Rússia, por exemplo, mas teria que saber russo primeiro, e estava ansiosa demais para filmar. Desta forma, foi para um país de língua inglesa cujo idioma já dominava.

A universidade de Columbia, onde Anocha estudou, realmente possuía uma boa reputação, porém com ênfase mais em estudos clássicos, como foco em roteiro, em narrativa clássica e storytelling… E, na verdade, Anocha queria algo mais prático e formas alternativas de contar suas histórias. Portanto, com os estudos terminados, voltou para a Tailândia e fez seu curta “Graceland” (2006), que lhe trouxe muita sorte e acabou sendo selecionado para o Festival de Cannes, o que lhe abriu muitas oportunidades. Pensou em fazer um longa-metragem, ideia que se transformaria em “História Mundana” (2009), seu primeiro longa, tanto que abriu uma produtora própria em 2007, um ano após “Graceland”. Todavia, ficou procurando investimento para seu longa-metragem por tanto tempo que acabou fazendo três curtas metragens no decurso do tempo, todos com tema sobre o amor: O primeiro sobre amor romântico, o segundo sobre o amor entre mãe e filha, e o terceiro sobre o amor à humanidade, que na verdade era sobre o amor ao cinema também, numa trilogia intitulada: “Like. Real. Love.” (2008)

Este último, sobre o amor pela humanidade e pelo cinema, foi o curta que Anocha escolheu para exibir primeiro na tela, já que foi um dos primeiros a filmar quando se formou, ao mesmo tempo em que foi com o qual começou a se aproximar do que acha que cinema realmente é, dando-lhe a segurança para poder continuar explorando o que queria fazer com cinema. A ideia era simples: seguiria uma personagem real em seus afazeres do dia-a-dia (e mostrou uma foto com duas mulheres, sendo a da direita a personagem verídica que desejava retratar/incorporar em seu filme, e a da esquerda uma atriz famosa na Tailândia, que também a interpreta). Anocha tentou exaustivamente ensaiar falas com a atriz não-profissional, mas não funcionava, pois a jovem tinha pouco tempo disponível e precisava voltar a trabalhar na fábrica. Tendo em vista essa dificuldade, a cena em que a personagem real aparece fazendo uma refeição com a tia foi completamente natural, sem roteiro, resultando em uma contribuição mais orgânica.

Award-winning Thai filmmaker Anocha (Mai) Suwichakornpong
Anocha (Mai) Suwichakornpong, Bangkok Art and Culture Centre, Bangkok, Thailand

Anocha conheceu a moça que inspiraria a personagem do curta em 2007, porém ela lhe deixou uma marca tão grande que a inspirou para a base de outra personagem, para um novo filme, sobre o fato de esta personagem viver trocando de empregos, inspirada na vida real dela. Este fato foi transformado na base para uma das personagens principais de seu segundo longa-metragem, “Dao Khanong” (2016), que em inglês ficaria “By The Time it Gets Dark”, que é o nome de uma música que ela gosta. Após seu primeiro longa-metragem, “História Mundana”, Anocha escreveu o roteiro de “Dao Khanong”, com uma narrativa única com base naquela personagem que mudaria de cidades em vários trabalhos, transformando-se em um mapa/retrato não só geográfico, como social da Tailândia. Isto quando o roteiro ainda estava bastante abstrato, o que gerou outra questão: Anocha não estava se achando honesta consigo mesma, e desejava acrescentar outra narrativa, outros personagens, sendo que um deles seria uma cineasta (ou seja, uma representação dela mesma). Além disso, havia decidido que o ano de 1976 e o massacre ocorrido naquela data em seu país seriam o tema principal a atravessar todo o filme, pois sempre havia essa conexão na cabeça dela: além de Anocha ter nascido em 1976, foi uma época bastante obscura para a Tailândia.

Quando começou a escrever, queria manter o processo aberto, e perguntou a uma amiga, que também é diretora e que já havia interpretado uma cineasta no curta “Como. Amor. Verdadeiro.”, se gostaria de fazer teste de elenco para a personagem, que também seria uma diretora de cinema dentro do novo filme. Além disso, trouxe também uma atriz tailandesa veterana (muito famosa nos anos oitenta) com a qual pretendia filmar uma série de conversas/esquetes desta atriz com a amiga diretora, tudo isso paralelamente ao roteiro principal. Não sabia se faria a atriz ser uma ativista ou uma atriz mesmo, mas tentava manter o processo aberto. A amiga diretora interpretava uma cineasta entrevistando a outra atriz que seria uma ativista, filmando sempre de formas diferentes cada ensaio, para experimentar a linguagem. E, ao invés de pedir que olhassem uma pra outra, optou que cada uma olhasse para a câmera, pois Anocha queria saber se lidavam bem com a concentração de falar uma com a outra olhando na verdade para a câmera, para ver se reagiam bem.

Desta experiência que Anocha obteve do processo, viu que infelizmente aquela não era a atriz para este filme, porque ela não improvisava muito bem, apesar de até tê-la produzido em outro projeto. O que não quer dizer que não ganhou muito das filmagens com estes ensaios. Percebeu, por exemplo, que a personagem não tinha que ser uma atriz, e sim uma ativista. E concluiu que sua amiga diretora também não interpretaria o papel de cineasta, mas ainda assim interpretaria um papel menor.

Vale ressaltar neste momento da masterclass que o mediador e curador Aaron Cutler ressaltou a todos que a atriz principal de “Dao Khanong”, Visra Vichit-Vadakan, escreveu um pequeno depoimento sobre como foi trabalhar com Anocha para o site do Festival, que aqui transcreve-se: “É raro encontrar um cineasta com clareza e uma visão forte no trabalho combinados com curiosidade e uma sensibilidade tranquila. Anocha incorpora essas qualidades em seus filmes na maneira como aborda seus temas. Eu fui abençoada ao experienciar com ela seus atributos – contemplativa, imaginativa, e bem humorada. Ela propaga imagens e personagens tempestuosos que nos prendem próximos a eles e por um longo tempo após o ultimo frame ter cruzado nossos olhos.”

Quando as perguntas foram abertas para o público, uma pessoa da plateia indaga sobre como seria a linha entre documentário e ficção para Anocha, uma vez que seus filmes, especialmente os curtas, costumam ter um pouco dos dois?

Pra ela, Anocha responde, não há linha clara, na verdade nem há linha. É cinema. No momento que você coloca a câmera lá passa a ser ficção, o que não quer dizer que não haveria verdade na ficção. Anocha considera nunca ter filmado um documentário, mas reconhece que há elementos que as pessoas classificariam como de documentário em seus filmes: “Eu pego bastante dos artistas e de sua vida real”. Por exemplo, sua amiga diretora, que não foi escalada para o papel original, ainda assim contribuiu com coisas que ela trouxe na leitura dos ensaios. E a escolhida posteriormente para o papel principal, que não é atriz profissional, contribuiu com inserções das suas próprias entrevistas na vida real também. Mesmo o curta “Como. Amor. Verdadeiro.”, com as mulheres trabalhando na fábrica, contém um pouco de documentário, mas é ficção, e Anocha controla a situação através da câmera, o que então passa a ser ficção, para ela. 

A próxima pergunta envolvia saber qual seria a relação entre “Nightfall” (“Anoitecer” no título em português, de 2016), que é um curta-metragem mais político-social, e seu primeiro longa-metragem “História Mundana”, se existia alguma conexão. Anocha recorda que começou a filmar “Nightfall” em 2015, mas o trabalho só ficou pronto no ano passado, filmando em Cingapura durante o período que estudou lá. Ela queria trabalhar a relação entre Cingapura e Tailândia, pois havia muita correlação entre as duas Ditaduras, inclusive com um histórico de trocas entre os dois governos desenvolvimentistas que não focavam no povo, o que é uma das bases que leva ao massacre de 1976 e o cenário político que é tema do segundo longa-metragem de Anocha: “Dao Khanong”. Já “História Mundana” capturou o espírito do povo da Tailândia. Na época em que rodou o filme ainda pairava uma aparente democracia no ar, mas já sob protestos (que levariam ao golpe de Estado atual que reinstalou mais uma Ditadura). Agora que a Ditadura foi reinstituída, só há uma calma aparente porque é proibido se manifestar.

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Cena de “História Mundana” (2009)

Perguntada sobre como trabalha a música em seus filmes, Anocha diz que não é nenhuma musicista, mas acredita que a música atravessa a todos como forma de arte. Quando ouve uma canção, sempre lhe faz pensar em algo. Em “Graceland”, por exemplo, Anocha estava fascinada com o culto a Elvis na Tailândia, e a música “Love Me Tender”, que toca no final do filme, na verdade era uma música escrita durante a guerra civil dos EUA, e a letra só foi dada muito tempo depois. A diretora diz gostar muito dos usos de música diferenciados dependendo da época e lugar em que ela toca. Porém, ela não tinha o copyright do direito de uso da música, e custaria caro demais, então teve de ceder. Já em “História Mundana”, Anocha escreveu o roteiro pela primeira vez sem pensar em nenhuma música, mas a trilha lhe veio à cabeça durante a edição, o que a influenciou muito. Tanto que a história ia ser linear, e tornou-se não-linear devido a isso. Tudo começou baseado num curta que ela estava escrevendo sobre a relação pai-filho, e depois de acrescentar mais personagens, na edição viu que podia se tornar muito mais. A música tocada na cena do cosmos de “História Mundana” é de uma banda da Malásia chamada Furniture, o que influenciou toda a mudança na montagem do filme, começando calma e aumentando até o clímax no ritmo da edição.

Normalmente, Anocha pensa em músicas pré-existentes que influenciam a escrita, e noutras vezes algumas são escritas especialmente para o filme. De início o fim de “Dao Khanong” ia acabar com a música Japonesa “Sukiyaki”, muito popular, cujo nome traduzido significaria um prato de comida típica, mas no Japão a letra da música não tem nada a ver com comida, e sim com protesto político, que passou a ser chamada com um apelido de comida porque ninguém entenderia fora do Japão o título original, mesmo que tenha ficado famosa no mundo. Anocha explica: “A letra, linda e melancólica, diz que é necessário olhar para cima, para o céu, para as lágrimas não derramarem. Seria o equivalente a chamar a famosa música ‘Amazing Grace’ de costela de cordeiro”, complementa a cineasta rindo. Desde o princípio, a ideia é que o filme iria acabar com a música “Sukiyaki” mesmo sabendo que seria custoso, mas estava predestinado a não acontecer, pois o compositor faleceu simultaneamente ao final da produção, e tiveram de escolher outra música tailandesa mesmo, que acabou sendo uma canção de amor, e não há tradução literal, cuja letra inocentemente parece querer falar de perda do amor, mas possui algumas palavras brutais como matar e assassinar na letra.

Sobre suas influências, Anocha diz que se guia menos por cineastas que a influenciaram e mais pela sua infância e memórias. A cineasta morava numa cidade bastante visitada por turistas, em sua maioria americanos, o que com o tempo foi mudando e hoje há maioria de turistas russos. E os turistas americanos da época de sua infância tocavam muita música ocidental, como Elvis. Mas Anocha não deixa de mencionar cineastas que lhe marcaram também, como enfatiza a influência de Kiarostami, um pouco também de seu conterrâneo Apichatpong Weerasethakul, além de filmes pontuais como “O Ano Passado em Marienbad” (1961) de Alain Resnais (muitas possibilidades abriram em sua mente com este filme), ou filmes de Jean-Luc Godard (e outros diretores franceses). Ela também reconhece a influência do jazz e do free jazz, especialmente escutando esse gênero musical ao escrever, devido à improvisação em sua sensibilidade.  

Sobre o ponto certo em que Anocha sabe que seu roteiro está pronto para ser filmado, ela não hesita em explicar que acredita ser algo muito instintivo. Um exemplo foi com este segundo longa-metragem, “Dao Khanong”, onde ela fez muitos rascunhos de várias histórias paralelas, e não costuma gostar de tudo conectado demais, então sentiu quando alcançou o equilíbrio com apenas algumas conexões suficientes. Foram ao todo dois anos escrevendo, mais de dois tentando obter o financiamento, e mais um no e meio de edição. Filmou tudo o que estava no roteiro, mais algumas cenas que escreveu depois, além de acrescentar algo mais para filmar durante a edição. Para ilustrar como é seu processo de escolha de cenas para o filme, seja o que fica de fora ou o que entra e em qual ordem será colocado, ela pediu para mostrar no telão uma animação exclusiva que ficou de fora da montagem final de “Dao Khanong”, para o qual convidou dois animadores para participar da realização. Ela até brincou na hora em que o Corcovado e o Cristo Redentor aparecem na paisagem do Rio de Janeiro na animação, que possuía citação ao Brasil, pedindo desculpa por ter deixado de fora, mas acreditava que ao final a animação não se encaixou na narrativa definitiva, que ganhou consciência não linear e edição com mais fluidez porque deixaria o resultado final ainda mais forte. Foi uma questão de escolher com qual cena começaria e, para isso, escreveu todas as cenas em cartões que espalhou no chão com o editor para que pudessem escolher a ordem certa. Por exemplo, em “História Mundana” escolheu a cena que começa num quarto escuro para abrir a projeção pelo senso de mistério e pelo fato de introduzir o espectador num túnel escuro. Outra dica que dá é que em um espaço de tempo por volta de quinze em quinze minutos acontece algo com a narrativa, como um sistema bem engrenado. 

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Cena de “Dao Khanong” (2016)

Anocha então é perguntada sobre como ela vê o futuro do seu trabalho e de continuar a filmar mesmo sob uma nova Ditadura na Tailândia, ante o exemplo de outras diretoras mulheres que, além de enfrentar resistência por serem mulheres num meio machista, ainda se pronunciam politicamente e resistem a retaliações em seu país e no estrangeiro, como Samira e Hana Makhmalbaf no Irã, e Moufida Tlatli na África. A diretora prontamente confirma que deseja sim continuar a filmar na Tailândia, porque talvez até por sorte não chegou a ser impedida ainda de filmar. Mas em caso extremo de vir a ser impedida um dia, como anda viajando muito e conhecendo novos lugares, poderia cogitar estar aberta a filmar fora de seu país, apesar de não fechar os olhos pra que todo lugar tenha seus problemas. Afirma que ouviu naquele mesmo dia que até aqui no Brasil o povo está enfrentando uma crise política muito grande. Entretanto, para além de todas estas questões políticas em seus filmes, reconhece que apenas nos últimos anos passou a ficar mais consciente sobre as questões femininas do meio audiovisual, já que veio de família bem orientada para os direitos das mulheres, com três irmãs, e tendo estudado em escolas cercadas por mulheres. Não havia sido muito confrontada pelos problemas machistas do mundo até que começou a ficar mais conhecida e foi ficando bastante consciente. Anocha percebeu que até hoje, por exemplo, não há muitas cineastas em seu país, mesmo havendo um bom número de alunas que cada vez mais se forma em cinema. Acredita que agora que possui uma voz pública que deve ser bem utilizada, e deseja expressar bastante a voz das mulheres cada vez mais em sua filmografia, além de em sua vida profissional, porque isto lhe interessa muito já que a condição da mulher é por si só igualmente uma condição política.

A cineasta, então, encerra o debate mostrando um clipe de seu longa-metragem ainda inédito no circuito comercial brasileiro, “Dao Khanong” (“By The Time It Gets Dark”), onde se insere dentro do filme uma história de época: Os alunos debatem sobre o diretor da faculdade ter feito um acordo com o Ditador vigente na década de 70. Mas o problema que Anocha aponta é que infelizmente não mudou muita coisa, pois hoje, décadas depois, a mesma faculdade teve seu diretor atual fazendo um acordo com o novo Ditador. “Tailândia teve muitas Ditaduras e vários golpes, o que pode ser muito confuso, porém a Tailândia é confusa”, encerra Anocha, esperando que seus filmes consigam tocar as pessoas em qualquer lugar do mundo com reflexões com que todos possam se identificar a fim de ajudar a mudar o futuro.

Transcrito e traduzido por Filippo Pitanga.

Revisão de Samantha Brasil.

 

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